À estupidez humana
Ofereço brigas de torcida, ofereço mais um dia vivo neste planeta ferido. Acrescento-lhe imensos icebergs desgarrados, ursos polares afogados, campos e mais campos de futebol desmatados.
Políticos por profissão, malandros engravatados e um tédio maior que tudo. Impossível outra explicação: o que nos paraliza é o tédio. Seu Caetano enganou-se, não é a força da grana. É o tédio que ergue e destrói. Como meninos e seus domingos chuvosos, como cães esquecidos num feriado em São Paulo, como velhos e seus natais em asilos, como prisioneiros sem direito à visitas íntimas.
E não há vergonha dos meninos baleados, não há vergonha alguma entre os 500 picaretas e os 180 milhões de otários. Se a vergonha estivesse na cara, teríamos os rostos no chão.
Somos foliões do pântano, mas é carnaval. Não, por favor, não me diga mais quem é você.





