Pisando nos pastos distraído
Quinze anos depois, muitas Europas depois, muitas derrotas, muitas conquistas, muitas baladas, muitas ragazzas, muitas chicas, muita plata, muito tudo depois.
Quem jogou na rua sabe: um boleiro é e será sempre um boleiro – um menino e seu brinquedo.
Prendeste os meus dois e mais outros milhões de olhos hoje. Estás de volta ao Brasil que lhe criou, na imensidão dos campos centrais do Planalto, para bater uma pelota a mais contra a dor.
Está de volta um menino que teimam em chamar de astro e um astro que teima em ser menino, para brincar na grama e enlouquecer quem não se engana: nosso coração é um rachão de alegrias e drama.
Velho, gordo, gênio ou Fenômeno? És tudo e mais um pouco e pouco importa, pois hoje, corintiano ou não, cada brasileiro se refaz. E aos corintianos, resta o riso fácil, a alegria e o prazer de ver vestindo o manto talvez o maior de todos, depois de Pelé.





